Investimentos: conheça os principais tipos e como investir

Quando as finanças pessoais estão sob controle e começa a sobrar dinheiro no fim do mês, é muito comum que se comece a investigar as diversas formas possíveis de investir dinheiro. No entanto, investir não é apenas deixar o dinheiro guardado em uma caderneta de poupança, pois ela é apenas uma modalidade disponível.

Existem diversas formas de investimento no mercado e não existe fórmula mágica para descobrir qual é a melhor para você. Isso dependerá de quanto você investirá, por quanto tempo o dinheiro ficará investido e qual é a sua propensão ao risco. Neste post, vamos ver as modalidades de investimento mais comuns e quem se encaixa melhor em cada uma delas:

Caderneta de poupança

O tipo mais popular de investimento ainda é a caderneta de poupança. É um investimento indicado para pessoas conservadoras, que não abrem mão da liquidez do valor investido, mas que não se importam com uma rentabilidade baixa. Os ganhos são isentos de imposto de renda para pessoa física e qualquer cidadão pode iniciar uma conta poupança sem custos.

A regra para o definir o rendimento das cadernetas de poupanças mudou e, desde 2012, para novos depósitos, o rendimento é de 70% da Taxa SELIC somados à variação da TR, desde que a SELIC esteja abaixo de 7,25% ao ano. Caso ela esteja acima de 7,25% ao ano, será mantido o retorno antigo, de 6% ao ano.

Os depósitos realizados antes de 2012 continuam seguindo a regra de rendimento de 6% ao ano mais a TR. Não há valor mínimo para ser investido e pode ser realizada também por menores de idade, fatores que tornam esse tipo de investimento tão popular. Embora possua muita liquidez, a rentabilidade só ocorre depois de 30 dias corridos, não havendo crescimento diário do saldo investido.

O grande problema dos dias atuais é que, se considerarmos os índices de inflação, a poupança é um investimento que vem apresentando retornos negativos ano após ano. Na prática, é como se você aplicasse no início do ano um valor determinado e, no último dia do mesmo ano, o valor corrigido pudesse comprar menos coisa do que comprava no início, ou seja, acaba havendo perda real.

Fundos de investimento

Os fundos são conjuntos de recursos de muitos investidores diferentes alocados em um único grupo com interesses comuns. São comprados títulos de valores mobiliários ou imobiliários, dependendo do perfil do fundo, e todos os resultados são repassados para os investidores, que podem ser pessoas físicas ou jurídicas.

O valor ganho por cada investidor é proporcional ao valor que ele tenha disponibilizado ao fundo, ou seja, investido. Os gestores dos fundos periodicamente revisam os resultados e as estratégias dos fundos para identificarem os futuros passos. Com relação à exposição ao risco, eles podem ser classificados em conservadores, moderados ou agressivos.

As entidades gestoras também podem, alternativamente a títulos de dívida pública ou imobiliários, adquirir papéis de empresas, representados por ações, as quais também terão os retornos divididos entre os componentes do fundo. Esses títulos formarão os fundos de investimentos em ação — não o investimento em ação propriamente dito. Mas, assim como este último, os fundos de investimento são mais voláteis em relação aos resultados obtidos, podendo até apresentar retornos negativos.

Ouro

Os fundos em ouro são uma alternativa para a diversificação dos investimentos, pois possuem a rentabilidade atrelada à variação do preço do metal nobre. Os rendimentos nesses tipos de fundos podem ser positivos ou negativos, pois estarão predominantemente atrelados à variação do preço em mercado aberto.O ouro representa uma alternativa real de diversificação, pois não está atrelado a nenhum mercado financeiro ou de capitais, além de não depender de políticas governamentais de nenhum país em específico.

Também há a possibilidade de operar com ouro no mercado futuro, fechando o valor dos contratos de acordo com cada negociação. Podendo tornar a rentabilidade bem mais atraente para o investidor.

Câmbio

No caso do câmbio, o raciocínio é muito comum daquele utilizado com o investimento em ouro. Os fundos cambiais buscam rentabilizar o valor investido de acordo com a variação da cotação de uma moeda estrangeira, normalmente o dólar americano, mas pode ser o Euro ou a Libra Esterlina.

Por possuírem volatilidade e risco altos, normalmente demandam um prazo mais longo de investimento. Pode trazer bons retornos, principalmente em períodos de crise financeira, em que a moeda nacional perde força em relação ao dólar dos Estados Unidos.

Para quem trabalha com comércio exterior, pode ser uma ótima alternativa de proteção das operações de compra e de venda. Para quem importa, garante que os pagamentos serão realizados, pois os passivos adquiridos com clientes no exterior são em dólar norte-americano.

Já para quem exporta e precisa de moeda estrangeira para fabricar ou para gerenciar a produção, também garante a fluidez operacional, pois trava a cotação da moeda estrangeira, evitando impactos significativos no patrimônio da empresa por causa da flutuação da cotação.

Letras de Crédito Imobiliário e Agropecuário (LCI e LCA)

As letras de crédito são investimentos que estão ganhando popularidade por unir características da poupança com a de fundos convencionais de investimento. Ainda são isentas de imposto de renda, mas projetos de lei em trâmite pretendem acabar com esse incentivo.

Elas possuem rentabilidades bem elevadas se comparadas com a caderneta de poupança, mas têm prazo para realização fixo, variando de 6 meses a 1 ano, dependendo da instituição gestora e do fundo.

Ações

As ações são os tipos de investimentos mais sofisticados existentes no mercado. Ao se investir em uma ação, você está acreditando em uma empresa, está emprestando seu dinheiro para ela. Os retorno deste empréstimo são os dividendos e o juro sobre o capital próprio proporcional ao dinheiro que foi investido na empresa em questão.

Os títulos negociados em bolsa de valores possuem alta liquidez, mas altíssima volatilidade. Isso significa dizer que você pode ter altos ganhos, mas também pode ter grandes perdas em pouco tempo.

A chave para o sucesso no investimento com ações é investir em conhecimento. É preciso acompanhar o mercado, realizar treinamentos para operações com ações e procurar diversificar os investimentos nas mais diversas áreas do mercado. Não se esqueça de que, ao comprar um lote de ações de uma empresa qualquer, você se torna sócio dela e passa a dividir tudo o que vier no futuro, bom ou ruim.

O perfil para se investir em ações é o de um investidor aberto a riscos, mas que tenha um prazo para a realização de investimentos mais dilatado. Porém, o tempo não é garantia de sucesso no mercado de renda variável, é necessário estudo e para isso existem as escolas de Análise Técnica e Análise Funcamentalista. Estas são fundamentais para entender relatórios e análises feitas pela Corretora de Valores ou Bancos de sua escolha. No entando, as possibilidades são grandes e é recomendável não utilizar o recurso financeiro de sua necessidade pessoal.

Os investimentos servem para compensar perdas com inflação e também para obter algum ganho real no decorrer do tempo, fazendo com que o dinheiro guardado com tanto sacrifício garanta planos e projetos futuros para os investidores.

E você, qual o seu perfil de investidor e sua propensão a riscos nos investimentos? Comente! 

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